terça-feira, 6 de julho de 2010

... ou entregar-se aos devaneios...




Sono alucinógeno
Beijo de pólvora
Não sinto meus dedos..
Quase num transe no embalo da música transo com a melodia, as notas musicais
A poesia.
Eu vi uma estrela no céu, conversei com ela
Não, eu não vou me entregar
Como um cogumelo gigante minha cabeça explode em pequenas e conturbantes ondas
A batida do som do pecado
Porque amamos o imperfeito
Temos a falsa idéia da perfeição
Santos claros e flores no altar
Uma lágrima
Sol e claridade
Um sorriso na grama agora
Quero correr
Correr contra o vento
Sucumbir num êxtase de loucura e paixão
Me leva me leva embora daqui...
Sempre a espera do disco voador,estrela na minha janela
Não há nenhum tipo de trato
Só os riscos
Eu ainda devo insistir nesse amor?
Seja animal
Eu sou
Seja racional
O tempo todo.




quarta-feira, 23 de junho de 2010

Poesia..


da janela vi gotas caindo do toldo
pequenas, cálidas, cristalinas. coloridas. caem de modo silencioso como uma lágrima...um mergulho.
não pude ver a lua, só a luz no telhado, uma paisagem bonita...
a noite fria, inspira uma ótima companhia que no momento não há.
estou só comigo e os meus pensamentos. livre..
livre dos olhares de todos, posso ficar quieta.
essas noites me dão uma saudade, uma nostalgia.
olho pro cigarro aceso, queimando. um vulcão que me engole.
sinto saudades
quero um beijo que não há
quero ouvir palavras que não existem

tudo fica no pensamento.
o cigarro acende num trago.
essa noite fria, o cigarro vivo e eu aqui tão morna.
A lua deve está bonita, mas não a vejo.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Queda livre

eu me sinto assim
como nunca senti
é bom voar fora da asa...ás vezes.
procuro não temer os novos horizontes
é engraçado como não percebemos possibilidades que estão ao nosso lado
ele é lindo, e eu me sinto enfeitiçada...é o que diz a canção.
e é tão bobo e tão engraçado sentir isso, tão igual, mas tão diferente.
tenho vontade de beijar seus olhos, seu sorriso, tê-lo pra mim e agradecê-lo pelo simples fato de me sentir bem novamente.
sim, eu te chamo de meu bem
porque é assim que eu o quero.
bem.
quando se ama, se tem o mundo.
como numa estrada nova, eu sinto que descobri o caminho novamente, quando me sentia perdida
esse caminho é novo
desconhecido
estranhamente interessante 
digo sim, tenho medo
mas estou feliz.
quero te descobrir e te explorar, conhecer cada centímetro de alma
quero te ter ao avesso. e assim beija-lo com minha alma.
sou de me entregar, assim.
você me perguntou se eu me jogaria do penhasco.
eu já estou caindo...aonde não sei
mas simplesmente 
sinto o vento no rosto
isso é suficiente pra me fazer feliz
a idéia da queda livre de estar suspensa, me encanta.
o que vem pela frente não sei.
então...
voa comigo?

quinta-feira, 15 de abril de 2010

puta. da vida.



Me achando a pior
A mais suja
Me achando e me perdendo
Procurando como um cão que procura faminto o alimento no lixo
Perdida
Assanhada
Vadia
Louca
Danada
Cão
Meio puta
Puta com a vida vazia vazia
Vadia
Que dá o corpo, se entrega de alma
Pra sentir um mísero olhar de compaixão, de amor
Qualquer coisa faço.
Troco tudo por um beijo apaixonado...quente de tirar o fôlego
Depois
Sucumbir no silêncio da paz, na escuridão
Procuro vagabunda e vazia algo que me preencha
Um amor que me alimente.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Querendo ir pra babylon...

baby i'm so alone
vamos pra babylon
viver a pão-de-ló e moet chandon
vamos pra babylon
vamos pra babylon

gozar sem se preocupar com amanhã
vamos pra babylon
baby baby babylon

não tenho dinheiro pra pagar a minha ioga
não tenho dinheiro pra bancar a minha droga
eu não tenho renda pra descolar a merenda
cansei de ser duro vou botar minh'alma à venda
eu não tenho grana pra sair com o meu broto
eu não compro roupa por isso que eu ando roto
nada vem de graça nem o pão nem a cachaça
Quero ser caçador ando cansado de ser caça.

domingo, 26 de abril de 2009

Porque as vezes a arte conversa um pouco com a dor


O GRITO 

se ao menos esta dor servisse
se ela batesse nas paredes
abrisse portas
falasse
se ela cantasse e despenteasse os cabelos

se ao menos esta dor se visse
se ela saltasse fora da garganta como um grito
caísse da janela fizesse barulho
morresse

se a dor fosse um pedaço de pão duro
que a gente pudesse engolir com força
depois cuspir a saliva fora
sujar a rua os carros o espaço o outro
esse outro escuro que passa indiferente
e que não sofre tem o direito de não sofrer

se a dor fosse só a carne do dedo
que se esfrega na parede de pedra 
para doer doer doer visível
doer penalizante
doer com lágrimas

se ao menos esta dor sangrasse
Renata Pallottini


segunda-feira, 20 de abril de 2009

amor

música nos olhos
cheiro.. por onde eu vá
risadas, amor...selinho com gosto de inocência
carinho cuidado atenção
amor amor amor
beijo no olho..cocequinhas até morrer de rir
abraço apertado
esmaga eu?
briganhas bobas
coisa de menino véi.
caçoa não amor!
consolo, colo
companhia.
mãos dadas.



Não dá pra descrever.

Quem sou eu

Minha foto
Sou inconstante,camaleônica, ser humano em constante mudança, afetada, curiosa, gosto de dias nublados, esses sim me deixam felizes...poetiza da vida, rimar amor com dor. gosto de pessoas, eventos, moda, arte e teatro, meu mundo sem isso não tem graça, e o que é a graça na vida de um homem? simplesmente tudo. pequenas coisas podem me roubar o coração, e igualmente pequenas coisas podem parti-lo. Tento viver cada dia de um modo diferente.