
Na sujeira da minha alma
pensamentos e devaneios, coisas que nunca fiz
misturam-se com o cigarro e
a minha garganta ressecada
o vômito que saí das minhas palavras
cava buracos negros na minha vontade
os olhos vermelhos procuram no espelho a vestigem de um reflexo comum
o rosto vai se decompondo devagar
sorriso alucinado, doente, triste.
como uma flor que murcha sem a atenção do sol.
Sou uma criatura amante da melancolia
procuro desprezar meu lado feio, doente, ciumento e egoista.
afinal as pessoas não podem, não amam coisas assim.
mas é dificil, é como conviver com um tumor grande e sujo dentro de si
que você não pode arrancar, não pode mostrar, só pode sentir.
Então esqueça essa conversa querido
voltemos ao que importa de verdade.
já viu o final da novela?


